Cheire.
Será que consegues cheirar?
Esse aroma alvo, quase rubroazul,
ou todas as cores que imaginar.
Ouça.
Será que consegues ouvir?
Batuques, batidas, ritmos ásperos,
Tambores suaves feitos de cetim.
Toque.
Será que consegues tocar?
Textura salina ou o doce salgado,
Salgando do cru, salgado do mar.
Veja.
Será que consegues o ver?
As cores escala em tons de bequadro,
Harmonia bemol do nosso viver.
Coma.
Será que consegues comer?
O nosso abara de aromas pesados,
Um bom vatapá cheirando a dendê.
Sinta.
Vem apenas sentir sem se preocupar
A mistura sublime da contradição.
O acordo firmado entre o céu e o mar.
Dos risos brilhantes da nossa canção,
Escravos do belo, das ondas que batem,
Escravos do lindo e da imaginação
Somos Terra Bahia, das grandes idéias,
Somos Terra Bahia de um só coração.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Terra sentidos
domingo, 19 de outubro de 2008
Vento
A cada vento a cortar a face, um desejo imenso de poetizar.
A cada vento a cortar a face, um desejo imenso de viver e amar.
A cada esquina um novo vento a me cortar.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Visita indiscreta
A dor é tão insensível,
que quando se mostra incrível,
é impossível suportar.
Saborosa dor, tão sem gosto,
que nos seus eternos sufocos,
de um soluço, faz-me louco,
me enlouquecendo ao chorar.
Cala-te dor indiscreta,
Feche a porta, não deixa brecha,
Vai-te embora pela fresta,
Entre juízo que ainda me resta,
E a loucura a me atazanar.
E quando fores, mande recado,
Para que esteja distante e não ao seu lado,
E quando longe daí, exilado.
Esteja a salvo, esteja sanado,
Esteja livre, esteja calado,
Até o teu próximo visitar.
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