Terça-feira, 19 de Maio de 2009

amor proibido

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toco-te ao acaso,
sob o inverso do ocaso,
de mais um dia que amanhece.

sinta a leveza dos passaros
que deslizam pela sua nuca,
provocando arrepios através dos meus dedos.

nosso amor um tanto nascente.

não se pôr, se propor, se recompor.

se negue, não se entregue, evite meu colo.


agora durma, que eu durmo,
e dormindo, enfim, estamos livres-pelo-amor.


(qualquer coisa a culpa é dos nossos sonhos.)

Domingo, 29 de Março de 2009

Ao-topo-ias.

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Veja esse céu negro,
Encharcado de mistérios,
Encontra no buraco da lua
o ralo do esclarescimento.

Me vejo avesso ao céu.
Olho o céu como a uma criança:

Embebecido de incertezas,
Minha alma é negra de tantas interrogações.
Cade a lua do meu ser?

Lua. Falso objeto.
Lua. Falsa mentira.
Quisera eu acreditar,
Pudera eu acreditar.

Cadê o meu Quintana com as suas utopias?
Foi pro ralo?

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Neo-hipismo

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A palavra que tanto guiei,
Surge a mim agora intangível,
Inatingível meio de expressão,
Para o neologismo de tudo o que sinto.

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

planos

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acendo um cigarro,
fumo os meus planos,

a roupa que visto faz parte do plano,
o filme que vejo faz parte do plano,
aquilo que ouço faz parte do plano,
as pessoas que escolho ligar fazem parte do plano,
na verdade, o ato de ligar em si faz parte do plano.
as metas que traço são partes do plano,
as linhas que desenho,
a lagrima que cai,
os sonhos -com caráter coercitivo de pesadelos-
até o cigarro que fumo,
tudo é meu plano.

apago o cigarro.
planejo ser alguém.

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

olá, prazer.

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

-shhh...

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Quando o silêncio chega, eu chego me calo,
Rasgado e usurpado,
Deito para a realidade.
O mundo distorcido através de uma lágrima.

As marcas de uma violência serena,
O vento entrando pela janela,
Os meus sonhos dissolvidos, escorridos,
Encharcados no lençol.

O silêncio me estuprou e eu sequer ouvi.

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Terra sentidos

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Cheire.

Será que consegues cheirar?
Esse aroma alvo, quase rubroazul,
ou todas as cores que imaginar.

Ouça.
Será que consegues ouvir?
Batuques, batidas, ritmos ásperos,
Tambores suaves feitos de cetim.

Toque.
Será que consegues tocar?
Textura salina ou o doce salgado,
Salgando do cru, salgado do mar.

Veja.

Será que consegues o ver?
As cores escala em tons de bequadro,
Harmonia bemol do nosso viver.

Coma.
Será que consegues comer?
O nosso abara de aromas pesados,
Um bom vatapá cheirando a dendê.

Sinta.
Vem apenas sentir sem se preocupar
A mistura sublime da contradição.
O acordo firmado entre o céu e o mar.
Dos risos brilhantes da nossa canção,
Escravos do belo, das ondas que batem,
Escravos do lindo e da imaginação
Somos Terra Bahia, das grandes idéias,
Somos Terra Bahia de um só coração.