quarta-feira, 3 de junho de 2009

a cor da pureza

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Uma pseudo-circunferencia -pois na verdade é eclíptica-
Borrada por entre os cimentos,
A esfera distoando dos cubos tão humanos, urbanos e cinzentos -pretensiosos cubos pintados de branco com o intuito de parecerem um tanto mais puros-

Como que esnobando ela surge em tons de amarelo
Descrevendo sua silenciosa órbita sem fazer muito caso,
Em que por acaso eu vi ao chegar na varanda de concreto,
tentando concretizar o sonho tão humano de me pintar de branco, sair do cubo e ser um pouco mais puro.


Estou imundo de significados e metáforas.
Pintar-me-ei de amarelo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

amor proibido

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toco-te ao acaso,
sob o inverso do ocaso,
de mais um dia que amanhece.

sinta a leveza dos passaros
que deslizam pela sua nuca,
provocando arrepios através dos meus dedos.

nosso amor um tanto nascente.

não se pôr, se propor, se recompor.

se negue, não se entregue, evite meu colo.


agora durma, que eu durmo,
e dormindo, enfim, estamos livres-pelo-amor.


(qualquer coisa a culpa é dos nossos sonhos.)

domingo, 29 de março de 2009

Ao-topo-ias.

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Veja esse céu negro,
Encharcado de mistérios,
Encontra no buraco da lua
o ralo do esclarescimento.

Me vejo avesso ao céu.
Olho o céu como a uma criança:

Embebecido de incertezas,
Minha alma é negra de tantas interrogações.
Cade a lua do meu ser?

Lua. Falso objeto.
Lua. Falsa mentira.
Quisera eu acreditar,
Pudera eu acreditar.

Cadê o meu Quintana com as suas utopias?
Foi pro ralo?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Neo-hipismo

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A palavra que tanto guiei,
Surge a mim agora intangível,
Inatingível meio de expressão,
Para o neologismo de tudo o que sinto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

planos

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acendo um cigarro,
fumo os meus planos,

a roupa que visto faz parte do plano,
o filme que vejo faz parte do plano,
aquilo que ouço faz parte do plano,
as pessoas que escolho ligar fazem parte do plano,
na verdade, o ato de ligar em si faz parte do plano.
as metas que traço são partes do plano,
as linhas que desenho,
a lagrima que cai,
os sonhos -com caráter coercitivo de pesadelos-
até o cigarro que fumo,
tudo é meu plano.

apago o cigarro.
planejo ser alguém.

domingo, 14 de dezembro de 2008

olá, prazer.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

-shhh...

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Quando o silêncio chega, eu chego me calo,
Rasgado e usurpado,
Deito para a realidade.
O mundo distorcido através de uma lágrima.

As marcas de uma violência serena,
O vento entrando pela janela,
Os meus sonhos dissolvidos, escorridos,
Encharcados no lençol.

O silêncio me estuprou e eu sequer ouvi.