Deixe-me repousar sobre o teu seio.
Calado, sem anseios.
Proteja-me do passado, da lembrança.
Dos vislumbres de um futuro que ainda não veio, mas que tanto dói.
Não engula a minha encenação. Não ceda ao meu beijo.
Ensina-me a espontaneidade.
Ensina-me com a sua inexperiência.
Não deixe que os calos da maturidade ofusquem a inocência inerente a felicidade.
O medo, o receio, a entrega, a entorpecência.
Elementos de uma inocência que não mais tenho e que tanto desejo.
Lembre-se: Eu te amo.
(por enquanto devaneios carnais permeiam a minha mente.
vultos das minhas mais sujas luxúrias.
entenda que não passam de tentativas,
mesmo que inconsientes não passam de tentativas,
inúteis, de me afirmar independente de ti.)
Impossível.
Por favor, não vá agora.
Deixe-me ao menos repousar sobre o teu seio.
Calado, sem anseios.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Sem anseios
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4 comentários:
nunca mais tinha vindo aqui.
bom texto,alias,sempre bons textos.
isso eu não posso negar,as palavras são suas aliadas.
use-as bem.sempre.
Ginho, me lembrei que nunca mais tinha vistado o seu blog. "Vamos ver o que Ginho anda aprontando..."
E me deparo com isso... lindo!
Tenho que concordar com ela "sempre bons textos"!
Beijos
Saudades.
vc broca
velho,
sempre tirando das palavras alguma coisa palpavel
lindo. ;D
pobres de nós mortais que nos achamos independentes...
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